O Parque Natural Municipal do Forte de Tamandaré (PNMFT) foi instituído pela Prefeitura de Tamandaré, através do Decreto n.º 013, em 10 de setembro de 2003. A área do Parque possui 349ha, e contempla uma área terrestre beira-mar de 5,5 ha, que inclui o Forte Santo Inácio de Loyola, a Capela e o antigo cemitério; e uma área marinha, que engloba a Zona de Recuperação Recifal de Tamandaré (ESTIMA, 2004).

     O Parque tem elevada importância histórica, cultural e ambiental, e se situa dentro de uma das áreas de maior diversidade ambiental da costa brasileira. Foi criado como parte da estratégia de mitigação dos impactos causados pelas obras do PRODETUR aos ecossistemas costeiros. Enquanto na parte marinha a recuperação ja tenha se dado através da diminuição dos impactos da pesca e turismo, limitados desde 1999, e na parte terrestre do Parque a recuperação do patrimônio histórico esteja em andamento, ecossistemas costeiros como Mata Atlântica e vegetação de restinga ainda não sofreram ações de recuperação, sendo representadas apenas por espécimes isolados.  Além disso, apesar de sua importância e significado local no imaginário popular, a comunidade local esta pouco integrada ao Parque no seu sentido mais amplo (cultural e ambiental) embora a área represente uma das ultimas zonas de acesso livre a praia do município.

     O Plano de Manejo do Parque Natural Municipal do Forte de Tamandaré foi elaborado e aprovado em fev/2012, e entre as ferramentas de gestão podemos destacar a previsão de replantio de espécies nativas e o Programa de Educação Ambiental.

    Com base nas informações supra citadas, esta proposta pretende desenvolver o Programa de Educação Ambiental do Plano de Manejo do Parque Natural Municipal do Forte de Tamandaré, em seus aspectos formal e informal, com objetivos de:

a) capacitar os professores da rede municipal de ensino fornecendo subsídios para implantação da Educação Ambiental como tema transversal, como previsto pela Lei 9.795, de 27 de abril de 1999.

b) promover dentre professores, alunos, e comunidade marítima, em particular com pescadores e jangadeiros que atuam também no turismo, a disseminação e acesso as ações de pesquisa  em andamento no parque, fortalecendo a participação dos mesmos no COMDEMA – Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e nas ações ambientais do Município

c) propor a criação da brigada ambiental e executar ações, incluindo replantio de mudas e estabelecimentos de trilhas terrestres e marítimas, envolvendo estudantes da rede municipal de ensino.

     O resultado esperado é que a comunidade em geral possa entender a importância de cuidar e tomar posse do patrimônio que representa o Forte de Tamandaré e os ambientes costeiros e marinhos associados.

Acesse o plano de Manejo e Autorizações para pesquisas do Parque no endereço:

http://www.tamandare.pe.gov.br/?pag=parque_marinho_apres